Resenha - Perdão, Leonard Peacock | Matthew Quick

Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto. 

"Você é diferente. E eu sei como é difícil ser diferente. Mas também sei a arma poderosa que ser diferente pode vir a ser. Como o mundo precisa de tais armas. Gandhi era diferente. Todas as grandes pessoas também pessoas únicas, como eu e você, precisam procurar outras pessoas únicas que as entendam, para que não fiquem muito solitárias [...]".

Acaba se tornando difícil resenhar uma obra do Matt, já que uma das mais recentes - O Lado Bom da Vida - a serem lidas por mim foi indescritivelmente perfeita - já que, em certos pontos, me identifiquei com alguns personagens. Em uma escrita detalhada e nada massante, Quick é capaz de levar o leitor ao ápice da insônia em dois tempos, o primeiro ao tomar um gole de café, e o segundo ao quase-ataque-cardíaco - quando vocês lerem vão entender do que estou falando.

Leonard, o rapaz do título, está prestes a completar dezoito anos de idade, matar seu ex-melhor-amigo, e se suicidar. Porém, antes disso, ele pretende presentear as quatro pessoas que realmente ele gosta. Vale lembrar que o dia tem vinte e quatro horas, e ele tem muitas coisas para serem feitas; o relógio está em contagem regressiva...

O livro todo se resume a um dia da vida do personagem principal, Leonard Peacock, para ser mais específica, o último dia de sua vida, contada por ele mesmo, de um forma, sincera, assustadora e detalhada de cada passo dado. Intrigante, dinâmico e irresistível. Uma trama muito bem escrita.

Matthew Quick é um autor americano de romances. É mais conhecido pelo livro Silver Linings Playbook. Além de "O Lado Bom da Vida", também é autor de três outros romances, "Sorta Like a Rock Star" de 2010 e "Boy21" de 2012, não publicados no Brasil e "Forgive me, Leonard Peacock" publicado, no Brasil, pela Intrínseca com o título "Perdão, Leonard Peacock".

Quick nasceu e viveu os seus primeiros anos na Filadélfia, Pensilvânia. Após algum tempo se mudou para Oakly, no estado de Nova Jersey, onde cresceu e se graduou na Collingswood High School, classe de 1992. Após o ensino médio, Matthew, fez licenciatura em literatura inglesa na La Salle University completando seus estudos no anos de 1996. Ele ensinou inglês/literatura e cinema em Haddonfield Memorial High School - também Nova Jersey - por vários anos, durante os quais também foi treinador de futebol e basquete.

Fazendo viagens pelo mundo, conheceu a amazônia peruana e equatoriana, foi à África Meridional, mais especificamente à Namíbia, e fez trilhas pelo "fundo nevado do Grand Canyon". Apesar de ser professor titular na escola, no ano de 2004, ele resolveu deixar tudo de lado e perseguir o seu sonho de se tornar um escritor de ficção. Em 2007 recebeu seu Master of Fine Arts (MFA) em Creative Writing (Escrita Criativa) pela Goddard College. Atualmente ele vive em Holden, Massachusetts com sua esposa, a escritora e pianista Alicia Bessete.



Um comentário:

  1. Gostei dessa resenha, bem elaborada !


    brendovieira.blogspot.com

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