Resenha - A Arte da Invisibilidade. Vol - 1

“A arte da invisibilidade visa condicionar o homem moderno ao intelectualismo de avanço real e lógico, natural, em acordo com sua época. E, ousadia das ousadias, visa trazer de volta o homem pensador, que vagaria pelas prisões hipnóticas sem se deter a nenhuma delas. Apenas isso.” 

Saia da Hipnose Mundial

Temas fortes, polêmicos são abordados de forma tão eletrizante, que será impossível você ficar neutro, quanto mais impassível. Internet, cadeia alimentar, ofício de escritor, as armadilhas do invisível contidas nos padrões normalmente aceitos e muitos outros assuntos que surgem e vão sendo expelidos pela mente arguta do autor. Pitz se propõe, a despeito de críticas, incompreensões, a mexer com as percepções do leitor moderno, conclamendo-o a uma abertura maior de sua consciência sobre a realidade vigente.

Imperdível para quem curte as histórias de conspiração e segredos governamentais.

O livro nos mostra que a sociedade em si é uma imensa armadilha, na qual somos induzidos a  agir como eles gostariam que fossemos, para que por fim possamos ter status perante todos. 

Não precisamos usar essa máscara invisível para que sejamos aceitos, basta ser quem somos.
Não entendeu? Bom, então vou tentar explicar melhor..
Você sempre age como gostaria? Não?
Então, é isso. Somos e/ou aparentamos ser quem a sociedade gostaria que fossemos.
Encaixando o pensamento do autor no livro com os dias atuais, seria meio que: 

No trabalho, uma médica de 40 anos em seu consultório com jaleco até o punho, de salto alto, sem brincos, e uma linguagem extremamente formal. Chegando em casa, ela substitui seu jaleco e sua calça por um shortinho curto e uma blusa furada, e logo vemos seus dois braços cobertos de tatuagens, suas orelhas que antes não usavam brincos agora possuem alargadores. Salto? Que salto o que.. fica descalça, e ao invés da linguagem formal ela usa gírias e xinga "N" palavrões.

É exatamente isso que acontece. Você é o que todos querem que você seja. 
Portanto.. Nesse exemplo que eu dei da médica, será ela deixaria de ser uma excelente profissional caso usasse as roupas que ela quisesse ou se portasse como costuma fazer no seu dia a dia perante sua família?
Então, seja o que você quer ser. Não se preocupe com o que a sociedade pensa ou deixa de pensar de você. 

Sobre o Autor

Allan Pitz é um escritor brasileiro nascido na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1983. É visto por muitos como um dos jovens escritores mais talentosos do atual panorama brasileiro.
Desde sempre voltado à cultura, ainda que contra inúmeras dificuldades, Allan formou-se ator no SENAC, atuou em mais de dezoito espetáculos, e depois aprendeu direção teatral na prática, dando os primeiros passos como assistente. Com o tempo, absorvido pelos livros e a racionalização da violência ao redor (atestada em oito assaltos violentos sofridos pelas ruas), o ator viu-se preso a uma síndrome do pânico. Exatamente nesta encruzilhada onde a derrota inesperada parecia iminente, o leitor trancafiado deu lugar ao escritor; a síndrome vai-se lentamente; mas o amor literário ficou, e tudo mais fora abandonado em prol dos livros e intensos estudos solitários.

4 comentários:

  1. Nossa, adorei!
    Adoro histórias assim, nos mostrando a sociedade que vivemos.. a realidade, que não é muito boa, né.. mas escondida embaixo dos panos.
    E adorei, particulamente, a história do autor. É de se admirar.

    Beijos!

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  2. Adorei o post, e a história parece ser muito boa!
    Então, meu blog está participando de um concurso no Salada de Frutas BR,e queríamos pedir que você votasse! É só ir neste link ( http://saladadefrutasbr.blogspot.com/ ) e procurar pelo nome Segredos Entre Linhas na enquete!
    Ficaria muito feliz se você me ajudasse.
    Beijos!

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  3. Oi Wanessa, como vai?
    Eu adorei a estória. Parece ser muitíssimo interessante. Já li o "A Morte do Cozinheiro" e achei muitoooo bacana!!! E confesso, sou fã do Allan, ele é muito inteligente...

    Parabéns pelo blog. Sucesso!!!!

    Beijos,
    Marcos Sacomani

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  4. Olá Marcos,
    Muito obrigada pelo elogio!

    Também sou fã do Allan.. Ainda não li "A Morte do Cozinheiro", mas pretendo ler em breve!

    Att,
    Wanessa Guimarães
    www.estanteseletiva.blogspot.com

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